Caio Fernando Abreu

Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida.

Como quem não tem o que perder.Como quem não aposta. Como quem brinca somente.

Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você.

Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas,vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não.

Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só.


(Caio Fernando Abreu)
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Clarice Lispector

Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver:
A salvação é pelo risco,
Sem o qual a vida não vale a pena!!!”

Clarice Lispector

Doce, meu bem meu mal

Gosto muito de doces, na verdade gosto mais do que salgados. Ok, sou apaixonada por eles, admito. Mas doce é algo que devemos controlar, e vi que esse é meu ponto fraco na vida.

E não é exagero dizer que me acabo por um deles, várias vezes pus quase tudo a perder por me privar demais e depois exagerar. Por isso o segredo, como em todas as outras coisas é: dosear. Ter limite, saber que são calorias vazias e que não geram nada além de uma pequena saciedade e prazer momentaneo. Claro, posteriormente vem as gordurinhas acumuladas e o peso a mais na balança.

Não vivo sem, pelo menos por enquanto. É uma coisa que gosto e não pretendo excluí-los do meu cardápio. Sim, muita gente o faz, e se dá bem assim, mas cada um com seu perfil e metabolismo. Cabe a nós decidirmos se nos cai bem ou não fazer tal exclusão.

Sou super feliz com um docinho por dia, seja um pedacinho de chocolate, um picolé, algumas cerejas em calda ou um sorvete pequeno, porém tudo tem o tal do limite. Quer seja dia de semana ou não, devemos ter sempre uma boa noção do que comer e não extrapolar. Escrevo isso porque sei que muitas meninas se culpam por amar doces e comê-los. Relaxem, esse é um mal comum, que pode ser bom pra você ou não. Sejamos críticos para discutir a função dessa glicose toda em nossa vida e capazes a aceita-la caso nos deixe ‘pra cima’.

Viver é tudo, viver é bom demais para ser disperdiçado com crises de gula, e choros em cima da balança. Viver é bom demais para se negar um docinho por medo de engordar toneladas. Coerência galera, às vezes é isso que nos faz falta.

…então o faça!

Estou tomando cola-cola de manhã, mais especificamente as 09:27. Não, não sou viciada em refrigerantes, muito menos em coca, na verdade nem gosto muito, sou apaixonada por água de coco mesmo. Mas já comi chocolate, foi meu café da manhã hoje, comi bolacha recheada também! Estou errada, claro. Tenho meus motivos.

Estou impaciente, e o açúcar que estou ingerindo só vai agravar o quadro.Mas o que eu quero dizer com tudo isso a vocês queridas é: liberte-se, nem que pra isso seja necessário um café da manhã como o meu, ou sair correndo pelas ruas (pelado não heim!), usar seu limite para comprar esmaltes, faltar na academia pra ir tomar sorvete, sei lá. Regras daqui, conselhos dali, não pode isso, não se deve, não se usa mais, é fora de moda…

Todos temos momentos em que queremos chorar, gritar, explodir…pois se for te aliviar de alguma maneira, o faça! Tanta gente por aí se mata por não aguentar pressões, culpas e sei lá mais o que, imagino que se elas tivessem feito o que tinha vontade em alguns momentos de suas vidas, a história poderia ser diferente.

Não falo de tornar essas coisa uma rotina, mas sim uma forma de escapar dela, de fazer diferende ao menos uma vez na vida e sem culpa, sem medo. Ninguém precisa entender e nem aceitar. Quer seu cabelo rosa chiclete, então faça, depois podes colocar mais tinta e mudar novamente. Não se prive de tudo que te agrada e faz bem. Porque a vida não pode ser tempo perdido, tem que valer a pena!

Eu queria ter os olhos azuis da minha mãe, ou os verdes do meu irmão. Queria ter cabelos mais claros, ser 10 cm mais alta, comer e não engordar. Queria poder andar de montanha russa sem pânico, falar inglês sem medo, queria não ficar vermelha à toa, saber gritar com alguém e impor respeito, queria ser diferente em tantas coisas, gostaria de decidir tudo por mim mesma, gostaria de saber fazer um bom café e um chimarrão…fazer pão sem ajuda da máquina.

Queria ser constante, queria ser diferente do que sou, mas sabe. Não dá. Posso mudar algumas coisas aqui, outras ali, mas existem coisas que não podemos mudar. Mas podemos aprender a gostar, e a fazer bom uso do que temos. Aprimorar, acrescentar, e sim, conviver com isso. Conviver com o fato de ser uma descendente de italiano que adora cozinhar e comer, mas que aprendeu a ser saudável e faz o possível pra viver assim.

Adoro conversar com pessoas positivas, que tem vontade do futuro. Com pessoas diferentes, de gostos e idéias contrarias as minhas. Me acrescenta, me faz bem.

Viver é estranho, é rotineiro, é por vezes bizarro. Mas vale a pena..haha. Em certos momentos você vê que vale a pena, que pode ser bom, que vai ser bom!