Exageros no junk food:

O endocrinologista carioca Walmir Coutinho, Presidente da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade, alerta para os perigos de exagerar na junk food:

Doenças cardíacas e diabete

Como saber se você está indo além da cota segura? Fazendo o índice de massa corpórea, o IMC: peso em quilos dividido pela altura ao quadrado. Só precisa se preocupar quem apresenta resultado superior a 25. Se o valor estiver entre 26 e 28, o risco para doenças cardíacas e diabete aumenta. Outro número com o qual é preciso ficar atenta é o da circunferência abdominal. Ele revela o tanto de gordura intra-abdominal que você anda estocando. Ela fabrica substâncias maléficas para o coração, pois faz com que as taxas de insulina no sangue aumentem além da conta. A faixa segura para as mulheres é de no máximo 88 centímetros.

Peso (indesejado) extra

A mesma quantidade de hambúrgueres pode engordar mais você do que eu, porque o metabolismo varia muito. Esse ritmo é uma herança genética que muda de acordo com a idade, mas pode ser desajustado por fatores ambientais como stress, falta de sono e regimes radicais. “Quando uma pessoa faz dietas muito restritivas, é comum ocorrer uma hiperatividade da lipase, enzima que facilita a absorção de gordura pelo organismo”, diz. Como você fica muito tempo sem comer, o organismo resolve fazer “estoques” de gordura.

Queda na libido

O excesso de alimentos gordurosos como frituras, doces e carnes gordas dificultam a digestão e impedem a circulação adequada de sangue — tendo uma ação negativa até sobre o desejo sexual.

Fonte: Revista Nova Cosmopolitan

 

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Diário de uma viciada em junk food

Que frango grelhado e salada fazem bem à saúde (e às curvas), todo mundo sabe. Mas atire a primeira porção de fritas com catchup quem nunca apelou para um pão de queijo às cinco da tarde naquele dia em não teve tempo de almoçar, recorreu à pizza ou a pratos prontos quando chegou em casa sem forças para nem ao menos descascar uma banana. Isso sem falar que, cá entre nós, dá uma sensação de prazer quase pecaminosa devorar uma caixa de bombons depois de descobrir que vai precisar refazer aquele relatório.

Sim, a junk food existe e faz parte da nossa vida. Não é à toa que as Pesquisas de Orçamento Familiar (POF) do IBGE e do Ministério da Saúde, feitas periodicamente nos últimos trinta anos, mostram que a dieta dos brasileiros contém cada vez mais comidas e bebidas industrializadas, ricas em gordura, sal e açúcar. O consumo de refeições prontas, por exemplo, aumentou 80% desde a década de 70. O de embutidos, 300% e o de biscoitos e refrigerantes, 400%, no mesmo período.

Bem, não é preciso se envergonhar (ou se penitenciar) por cair em tentação vez ou outra. Aliás, confessar suas escapadelas do cardápio de boa moça é o primeiro passo para conseguir conviver com o lado negro dos petiscos sem colocar seu corpo ou sua boa forma em risco. E foi o que fez a paisagista paulista Francine Picardi, 35 anos, que, como toda mulher moderna tem a vida corrida. Ela topou entregar tudo o que passou por sua cabeça e por seu prato durante três semanas e se submeter, então, à análise da nutróloga paulista Cristiane Coelho e do endocrinologista carioca Walmir Coutinho, Presidente da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade. O resultado desse corajoso relato, você vê a seguir.

O início

Comecei o diário doente — e com vontade de comer doce. Troquei almoço por mousse de maracujá e banana caramelizada. Quando montei prato com arroz e bife, acabei repetindo a sobremesa — doce de coco e doce de banana (eu amo os dois! Não dava para escolher). Almoço na minha mãe é mais saudável, mas sempre acabo pecando em seguida. No dia do x-salada duplo com batata frita, fechei com sundae de caramelo. Ah! Resolvi cozinhar: preparei uma (deliciosa!) torta húngara, com nozes e passas (que não durou três dias). Também comi bolo de banana, de cenoura… Minha vida é corrida. O jantar lá em casa vira-e-mexe não passa de cachorro quente completo, queijo quente, pizza portuguesa, marguerita, sopa instantânea… Lá pelas tantas, surgiu uma proposta de trabalho para um novo projeto de paisagismo. Fiquei ansiosa, sem saber o que fazer… e decidi perguntar ao chocolate. Também fico apaixonada por doce quando estou menstruada: pudim de leite com pêssego em calda, bolo de fubá com goiabada, creme brulée… Será que tem jeito?

Diário de uma viciada em junk food

A análise da nutróloga

É difícil conseguir se alimentar bem com fast food, mas se você tem bons hábitos alimentares, não há problema em comer de vez em quando. “Uma mulher saudável não precisa viver de queijo branco, peito de peru e barrinhas de cereal”, diz Cristiane. O problema da Francine é que ela apresenta uma alimentação recheada de alimentos ricos em calorias e pobres em nutrientes.

Alimentos gordurosos (batata frita, pastel, coxinha), além de fazerem o ponteiro da balança subir, acabam com o pique e aumentam o risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabete. A falta de fibras prejudica a digestão, retardando o esvaziamento gástrico. O resultado é aquela sensação de empanturramento e mais indisposição. Uma refeição com muito açúcar pode provocar a chamada “hipoglicemia de rebote”, que gera fraqueza, mal estar, tontura e dificuldade de concentração.

A Francine quase não ingere legumes, verduras e frutas, que têm vitaminas essenciais. A C, por exemplo, participa da síntese de colágeno, proteína fundamental para uma pele saudável. A vitamina A é importante para a visão e para a saúde do cabelo. As fibras insolúveis dos hortifruti previnem a prisão de ventre e aumentam a sensação de saciedade.

Manobras de expert

Confira pequenos ajustes que garantem grandes mudanças na saúde e nas formas:

SUPERSEMENTES

Não deu tempo de almoçar direito? Apele para amêndoas ou castanhas. São ricas em gordura monoinsaturada, que saciam por mais tempo, têm alto teor de fibras e ajudam a prevenir os ataques à geladeira. Também possuem vitaminas B2, E, cobre, manganês, fósforo e proteínas.

UNE-DUNE-TÊ

Você não precisa comer hambúrguer, batata frita e sorvete. Escolha apenas um deles. Se pedir um cachorro-quente, por exemplo, abra mão da maionese e da batata palha. E tente fugir de preparações fritas, empanadas e com muito molho ou coberturas.

DELIVERY SOB SUSPEITA

Não peça comida pronta mais de uma vez por semana. Para substituí-la, tenha sempre no congelador porções individuais de sopa caseira de legumes. Quando chegar em casa, é só descongelar no microondas.

SUPERMERCADO INTELIGENTE

Coloque no carrinho saladas higienizadas prontas para o consumo e porções de legumes congelados (espinafre, brócolis, milho verde, ervilhas…) — é só tirar a porção desejada do congelador, cozinhar no vapor e servir com um fio de azeite de oliva e um pouquinho de sal. Para acompanhar, hambúrguer de peru light.

REDONDA LIGHT

Vai pedir pizza? Prefira as com verduras e leguminosas e evite as com muito queijo e carnes gordurosas, como calabresa.

O DOCE MAGRO

Está salivando por açúcar? Transforme o sundae de caramelo em uma taça de frozen yogurt. Não tem a gordura do sorvete e é bem menos calórico. E chocolate, pode. Mas não em tanta quantidade! Se a sua dieta for saudável, dá para consumir até quatro quadradinhos por dia. E prefira o com no mínimo 70% de cacau — ele contém antioxidantes que reduzem a taxa de radicais livres na corrente sanguínea, o que ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas e magnésio suficiente para controlar a compulsão por doces.

E PARA BEBER?

Água é sempre a melhor opção. Sucos naturais, sem açúcar, também valem. No entanto, se só tiver opções de bebida industrializada, opte pela água de coco, que é leve, nutritiva e saudável e não contém corantes como os sucos artificiais.

Fonte: Revista Nova Cosmopolitan.

Pecado original x desejo concedido:

SE VOCÊ É LOUCA POR…
QUE TAL EXPERIMENTAR…
1 fatia de pizza de calabresa 345 cal
1 fatia de pizza de abobrinha 254 cal
1 cheesebúrguer bacon com maionese e ketchup 625 cal
1 hambúrguer com alface e mostarda dijon 280
25 g de chocolate ao leite 132 cal
25 g de chocolate com no mínimo 70% de cacau 136 cal
1 sundae de caramelo 306 cal
1 taça de frozen yogurt 246 cal
250 ml de Coca-Cola 106 cal
250 ml de água com gás + suco de melancia 80 cal
1 coxinha 221 cal
esfiha assada 150 cal
1 bala de goma 20 cal
1 bala de colágeno 8 cal Q