Caro, muito caro.

Como naquela época eu odiava ser inocente, ser indecisa, nunca ter vivido, nunca ter sofrido – pra saber como é…nunca ter experimentado o amor, o suor, a loucura, a decepção.

Mas como a vida continuava, esses tempos foram chegando, essas vivências, as quais você agora, adoraia nunca ter de passar,  você nem tem curiosidade mais. Os dias ficam escuros, a alma chora sem lágrimas, a sede e a fome parecem isurportáveis. A necessidade de ser reconhecido no que se faz, ser admirado pela beleza, ser amado por todos. Pagar as contas, cuida da casa, comprar comida…vida de adulto. Mas eu ja cresci? Nem notei. Ou  talvez nunca quis notar.

Ah, a tal da liberdade é cara.

O tal do amor também é caro, ao homem às vezes custa carro, moto, casa, cartão de crédito, paciência, explicações… à mulher custa um pouco menos( será mesmo?), apenas algumas lágrimas, desculpas, reconciliações, tristezas, silicones e, você sabe, uns agrados.

Agora, as experiências de vida se acumlam, os ‘não’, as grosserrias, os sorrisos, as gentilezas. Tudo isso vai nos deixando mais rudes por dentro, mais calejados, vividos. O objetivo passa a ser não errar mais, não aceitar mais, e se der tempo, ser feliz. É  estranho; normalmente as pessoas tendem a ficar mais pra ruim do que pra bom. Eu também, ficarei mais ruim pro que é ruim, e mais bom pra quem é bom.

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